Procurador aponta plano de fraude fiscal por parte do governo Dilma


Procurador aponta plano de fraude fiscal por parte do governo Dilma

 

Ouvido como informante pelos senadores, o procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) Júlio Marcelo de Oliveira reafirmou nesta quinta-feira (25) que houve fraude fiscal no governo da presidente afastada, Dilma Roussef. O procurador seria a primeira das duas testemunhas de acusação no julgamento de Dilma Rousseff pelo Plenário do Senado, mas foi desqualificado em razão de postagens contra ela em redes sociais.

Mesmo com a mudança, respondeu às perguntas de senadores.  Para ele, as práticas consideradas fraudes fiscais foram iniciadas em 2013 e continuadas ao longo de 2014 e 2015, sendo caracterizadas pela omissão de registro da dívida pública; edição ilegal de decretos de crédito suplementar e financiamento de despesas do governo por bancos federais, como Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

- Foi um grande plano de fraude fiscal que contou com a omissão do registro das dívidas, com a fraude aos decretos de contingenciamento e com a utilização dos bancos públicos federais como fonte de financiamento ilegal, proibida pela Lei de Responsabilidade Fiscal – afirmou.

Síndica

Na pergunta que fez ao procurador do TCU,  a senadora Ana Amélia (PP-RS) explicou o crime de Dilma comparando-a à síndica de um edifício que fez uma reforma e gastou, sem autorização dos condôminos, o que não poderia. O resultado, disse a senadora, foi que faltou dinheiro para pagar a luz e os condôminos pagaram taxa extra pela irresponsabilidade.

— É como se fosse o síndico de um edifício e ela seria a síndica do edifício chamado Brasil. E essa síndica, sem consultar a assembleia dos condôminos, decide fazer uma reforma luxuosa no prédio sem esta consulta. E depois vem a conta para os condôminos pagar. Mas aí já é tarde. A conta já foi feita e vai ter que ser paga — explicou.

O procurador, ao comentar, ainda acrescentou:

—Todo condomínio tem um orçamento aprovado pela assembleia. Imagine que a assembleia aprove o orçamento, mas o síndico resolva gastar de uma forma diferente e contraia empréstimos para suplementar a arrecadação acima daquilo que está aprovado pela assembleia e, depois, vá deixar essas obrigações serem suportadas pelos condôminos. Então, é esta a natureza da responsabilidade: uma gestão fiscal ilegal e que deixa consequências ruinosas para a economia — disse Júlio Marcelo.

 


Por: Agência Senado e Assessoria de Imprensa - 25/08/2016