
Ana Amélia analisa 'clima de ódio' existente no Brasil
Ao analisar o que classificou como clima de ódio existente no Brasil, a senadora Ana Amélia (PP-RS) afirmou que nada acontece por acaso e a toda ação corresponde uma reação. O comentário foi feito em discurso na tribuna, nesta segunda-feira (4).
A senadora apresentou alguns exemplos de incitação a conflitos. Um deles é o vídeo em que a filósofa Marilena Chauí faz duras críticas à classe média durante o lançamento do livro “10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil: Lula e Dilma”. Chauí afirmou, como disse a representante do Rio Grande do Sul, que a classe média é uma abominação política, porque é fascista.
Ana Amélia também registrou a defesa de invasão de terras feita recentemente pelo secretário da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Aristides Santos. De acordo com Ana Amélia, o sindicalista avisou que uma forma de enfrentar a "bancada da bala" contra o "golpe" é ocupar as propriedades no campo.
A parlamentar ressaltou que conversou com o presidente da Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Carlos Joel da Silva, que disse ser contrário ao posicionamento de Santos.
— Ouvi do presidente da Fetag: ‘Nós queremos reforma agrária com previsão em lei, não na marra’. Não é com violência, fazendo exatamente aquilo que contraria o dispositivo legal, o estado de direito — disse.
Nessa mesma linha, Ana Amélia citou a declaração do presidente da CUT, Vagner Freitas, que, durante evento em São Paulo falou em “acabar” com o juiz Sérgio Moro.
— São declarações que não ajudam na construção de uma saída para crise. Por isso é preciso lembrar da responsabilidade que todas as lideranças têm nesse momento delicado que estamos vivendo — destacou.
Por: Agência Senado e Assessoria de Imprensa - 04/04/2016
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