
Ana Amélia critica ameaça de 'incendiar o país' e reafirma que impeachment não é golpe
A senadora Ana Amélia (PP-RS) afirmou que a população acordou e está nas ruas se manifestando contra o governo e a corrupção em nome da cidadania. E essa vigilância das pessoas obriga as autoridades a terem responsabilidade neste momento de crise política e econômica. De modo que, se o resultado final não for o defendido pelas ruas, os parlamentares poderão ser comparados a cúmplices das irregularidades, advertiu.
Ana Amélia questionou os que classificam o processo de impeachment a um golpe de Estado, ao lembrar que vários juristas, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal, não concordam com essa afirmação.
A senadora também criticou a ameaça de que o país será incendiado por greves e ocupações caso a presidente da República, Dilma Rousseff, seja afastada do cargo, feita por um representante do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), que apoia o governo.
—Essa é uma declaração inaceitável, porque é ameaçadora. Mas a sociedade que foi às ruas não tem medo disto. Mesmo que seja apenas força de retórica, não se pode admitir uma coisa desta! E nada acontece, porque isso é declarado perante as autoridades maiores do país. [Dizer que] 'vamos incendiar o país'? Mas o que é isto? Onde nós chegamos? — criticou.
Ana Amélia criticou também declarações do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), de que iriam se “livrar do juiz Sérgio Moro” e ainda rebateu declarações de que o impeachment seria uma humilhação para o Brasil.
— Humilhação não é o Brasil fazer um impeachment por pessoas preparadas, que fizeram toda a fundamentação desse processo. Humilhação é o País ser visto como a Nação mais corrupta do mundo — disse.
Por: Agência Senado e Assessoria de Imprensa - 28/03/2016
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