Seminário da CNI debate cenário político e econômico do País e prioridades para o setor industrial


Seminário da CNI debate cenário político e econômico do País e prioridades para o setor industrialSeminário da CNI debate cenário político e econômico do País e prioridades para o setor industrial

 

Na Confederação Nacional da Indústria (CNI), ao participar do Seminário Redindústria - Construindo a Agenda Legislativa 2016, nesta terça-feira (2), a senadora Ana Amélia reafirmou sua posição contra o aumento de impostos e ressaltou que o governo não faz a sua parte, pois não põe fim à gastança desenfreada. A parlamentar gaúcha foi uma das debatedoras no painel "Cenário Político e Econômico".

— O ambiente para o empreendedor é o pior possível. O governo cobra muito imposto e não é eficiente — disse a parlamentar.

Ana Amélia disse que se depender do seu voto, a CPMF não passará no Congresso Nacional e lembrou que a arrecadação com o tributo, quando estava em vigor, não foi aplicada na saúde, como deveria.

O painel, mediado pela jornalista Eliane Cantanhêde, conta também com a participação dos deputados Mendonça Filho e Nilson Leitão, da senadora Rose de Freitas, do presidente do Conselho de Assuntos Legislativos, Paulo Afonso Ferreira, e da diretora da CNI, Mônica Messemberg.

 

Seminário da CNI debate cenário político e econômico do País e prioridades para o setor industrial

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O presidente do CAL, Paulo Afonso Ferreira, na fala de abertura do evento, disse que diante de um processo de ajuste econômico incompleto e da indefinição de uma agenda de longo prazo, o Congresso Nacional será determinante na aprovação de propostas que assegurem a melhora do ambiente de negócios do país. Segundo ele, sem avanços concretos em reformas estruturais, a economia deve seguir em recessão e aprofundar a retração da indústria. 

 

— É inaceitável para um país do nível de desenvolvimento do Brasil ter uma indústria de pequena magnitude. Esse quadro precisa ser mudado com urgência — afirmou.

 

Já o deputado Nilson Leitão disse que o pior trabalho escravo é desempregar o trabalhador e disse que a saída para a crise é a saída da presidente Dilma. Mendonça Filho disse que o Brasil tem um Estado inchado, em que as promessas de cortar cargos de confiança não são cumpridas, a carga tributária é elevada e o governo só quer arrancar mais dinheiro da sociedade, ao citar a CPMF. Rose de Freitas pregou a união das instituições para empurrar o governo contra a parede para que sejam criadas alternativas. A mediadora, Eliane Cantanhêde, na sua fala, apresentou dado divulgado pelo IBGE da queda do setor industrial, de 8,3%, um recorde negativo histórico.

Agenda Legislativa

O encontro reuniu mais de 200 técnicos da CNI, das 27 federações e 60 associações setoriais da indústria para construir a 21ª Agenda Legislativa da Indústria, documento que reúne as propostas prioritárias para a agenda de competitividade do Brasil, e seguiu até quarta-feira.

 

Com informações do Portal da Indústria


Por: Agência Senado e Assessoria de Imprensa - 02/02/2016