
Comissão do Senado debate o crescimento dos casos de microcefalia no país
O Ministério da Saúde já mobilizou mais de 300 mil agentes de combate a endemias e de saúde comunitária para que possam ir "de casa em casa", como disse o ministro Marcelo Castro, exterminando os criadouros do mosquito da dengue em todo o território nacional. O ministro participou, nesta quarta-feira (16), de audiência pública sobre o tema realizada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
- Se o mosquito pode matar, ele não pode nascer. Esse é o lema que queremos popularizar, contando com a colaboração que já vem ocorrendo dos meios de comunicação buscando alertar sempre as pessoas - anunciou Castro.
O ministro considera a situação atual no país como de "guerra" contra o mosquito, mas observou que essa guerra "jamais será ganha" sem a conscientização de cada cidadão.
- Mais de 80% dos criadouros ficam dentro das residências. Qualquer recipiente, uma tampinha de garrafa perdida pode acumular água, e piscinas abandonadas são uma espécie de criadouros extraordinários - disse.
Castro deixa claro que a situação das mulheres grávidas deve de fato ser vista hoje como prioridade, pois a grande maioria de casos de infectadas pelo zika vírus são assintomáticos.
- Ela pode estar doente e não sabe. Só vai descobrir que teve o problema quando for detectada a microcefalia no bebê - informou.
Por isso mesmo as grávidas devem evitar ao máximo serem picadas peloaedes aegypti,cobrindo o corpo com o uso de blusas de mangas longas, por exemplo, além de utilizarem repelentes, mosquiteiros ou telas protetoras nas residências.
- A correlação do zika vírus com a microcefalia é inédita em todo o mundo, e consideramos esse surto recente como uma verdadeira catástrofe - afirmou.
A microcefalia já foi detectada esse ano em mais de 2.400 bebês, sendo que entre os anos de 2000 e 2014 havia cerca de 150 casos a cada 12 meses.O estado mais afetado por enquanto é Pernambuco, seguido por Paraíba, Bahia, Rio Grande do Norte e Alagoas, perfazendo um total de 20 estados com casos da doença.
A senadora Ana Amélia (PP-RS) participou da audiência e manifestou sua preocupação com a doença. Ela lembrou que no dia anterior foi anunciado o primeiro caso de microcefalia associada ao zika vírus no Rio Grande do Sul. A parlamentar também falou da importância de todos se conscientizarem na luta contra o mosquito.
Alerta na tribuna
Em discurso na quinta-feira, Ana Amélia (PP-RS) alertou as autoridades para a consequência que pesará sobre uma geração futura afetada pela microcefalia. Essa anomalia, salientou Ana Amélia, poderá ter repercussões para as crianças que superarem os problemas de alta e média gravidade, como dificuldades de aprendizagem e conhecimento.
- Para o estado brasileiro, um peso financeiro porque a Previdência Social será sobrecarregada. então, este problema precisa ser visto com a grandeza, a gravidade e a preocupação que teremos que ter todos - disse a senadora.
Como o zika vírus é transmitido peloAedes aegypti, a senadora disse que toda a sociedade pode agir no seu combate, impedindo a transmissão da doença a partir de medidas simples que impedem a procriação do mosquito.
Ana Amélia lembrou as recomendações dos agentes de saúde pública, como limpar e manter secos recipientes que possam acumular água, como vasilhames e pneus, manter cobertas as caixas d’água. No caso de pratos de vasos para plantas, o ideal é preenchê-los com areia grossa.
Por: Agência Senado e Assessoria de Imprensa - 16/12/2015
© Certto Tecnologia 2006 - 2026 . Todos os direitos reservados