
O veto da presidente da República, Dilma Rousseff, à instituição do voto impresso ao lado da urna eletrônica, foi criticado pela senadora Ana Amélia (PP-RS) na tribuna, nesta sexta-feira (2). A parlamentar foi autora de uma das emendas aprovadas na Reforma Política para garantir o procedimento.
A senadora explicou que o voto impresso seria depositado em uma urna física e que nenhum eleitor sairia da votação com esse papel. Ana Amélia ressaltou que já foi comprovado por especialistas da Tecnologia da Informação que as urnas são passíveis de violação.
— Seria uma garantia para o cidadão. O veto impede a transparência, impede a segurança e o direito de acesso à informação. Se houvesse dúvida no resultado, o voto impresso tiraria as dúvidas — disse.
A parlamentar destacou que post feito em suas redes sociais contra o veto presidencial, em apenas 48 horas, somou mais de 34 mil compartilhamentos e teve alcance superior a 3 milhões de pessoas.
Ana Amélia também é autora de projeto de lei (PLS 406/2014) que tramita no Senado com o objetivo de estabelecer o voto impresso ao lado da urna eletrônica nas eleições. A matéria, sob relatoria do senador Ronaldo Caiado (Dem-GO), está na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ).
Enquete recente feita pelo DataSenado apontou que 92% dos participantes apoiam a iniciativa. No site Vote na Web, 90% são favoráveis ao projeto e 82% consideram essa medida urgente.

Por: Agência Senado e Assessoria de Imprensa - 02/10/2015
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