Condutores do transporte escolar manifestam posição contra padronização da frota


Condutores do transporte escolar pedem manifestam posição contra padronização da frotaCondutores do transporte escolar pedem manifestam posição contra padronização da frota

 

Condutores do transporte escolar estiveram no Senado nesta terça-feira (29) para manifestar sua posição contra a padronização da frota e pedir o apoio dos senadores para evitar que entre em vigor a nova resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que obriga o uso da cadeirinha nos veículos para crianças de até sete anos (Resolução 533/15).

Representaram o grupo que esteve com a senadora Ana Amélia (PP-RS) a presidente da Associação dos Condutores Escolares Autônomos de Americana (SP), Heider Aparecida Hudson, a diretora presidente da Associação dos Condutores Escolares Particulares e Gratuitos de Guarulhos, Ediniliza Maria, e os condutores Lauro Lisboa e Jorge Formiga

A categoria denuncia a existência de articulação pelo monopólico das empresas de ônibus, em detrimento dos trabalhadores autônomos de vans e minibus. Segundo eles, centenas de postos de trabalhos serão extintos em todo o país se a resolução vigorar a partir do começo do próximo ano, conforme está previsto.

Os profissionais informaram que as vans são homologadas, possuem selo do Inmetro e são vistoriadas com frequência. Eles disseram que os condutores não são contra as cadeirinhas ou quaisquer outros dispositivos que aumentem a segurança dos alunos, mas os cintos lombares de duas pontas, utilizados nas vans, tornam impossível o seu uso, sendo que os veículos não podem ser adaptados. Assim, a determinação forçaria o uso de ônibus, que não são obrigados a utilizar as cadeirinhas.

Com a nova regra, explicam, os veículos padronizados deverão ter acima de 45 lugares e os profissionais do transporte escolar não terão condições financeiras de adquirir um veículo cujo custa gira em torno de R$ 280 mil. Eles acrescentam que, segundo informações dos fabricantes e especialistas em segurança de trânsito, a fixação das cadeirinhas nos dispositivos atualmente utilizados aumentaria a insegurança e colocaria em risco a vida das crianças.

Os profissionais ainda argumentam que os ônibus irão circular apenas nas principais vias, obrigando os pais a levarem seus filhos a pontos específicos, uma vez que os veículos maiores não terão condição de trafegabilidade em qualquer rua e nos bairros mais distantes.  

A senadora Ana Amélia ouviu o relato das lideranças do setor e lembrou de outra norma do Contran, cuja possibilidade de entrar em vigor já foi extinta, que previa o emplacamento de tratores e máquinas agrícolas, o que representaria mais custos para os produtores rurais. Presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária, a parlamentar gaúcha trabalhou intensamente para garantir que essa portaria não tivesse validade.

 


Por: Agência Senado e Assessoria de Imprensa - 29/09/2015