Ana Amélia critica incentivos fiscais para empresas de refrigerantes instaladas em Manaus


Senado adia decisão sobre incentivo para indústria de refrigerante em ManausSenado adia decisão sobre incentivo para indústria de refrigerante em Manaus

Por falta de quórum, o Senado Federal adiou, nesta quarta-feira (4), a votação dos projetos de resolução que preveem a sustação do Decreto Presidencial nº 9.394, que altera a Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre concentrados usados por empresas de refrigerante instaladas na Zona Franca de Manaus (ZFM). A senadora Ana Amélia (Progressistas-RS) foi à tribuna criticar os projetos de resolução apresentados pela bancada do Amazonas.

 

A senadora do Rio Grande do Sul citou dados do Instituto Justiça Fiscal que indicam que a ‘farra dos créditos dos concentrados de refrigerantes’ gera prejuízo à receita de municípios, por envolver o IPI, um dos tributos que entram na composição do Fundo de Participação dos Municípios, maior fonte de arrecadação de várias prefeituras.

E o prejuízo também alcança os cofres dos estados, lembrou Ana Amélia, já que, a questão abrange o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS):

— Essa mesma artimanha feita em relação ao benefício [do IPI] dado às fábricas de concentrados é praticada também em relação ao ICMS, permite-se a restituição de 55% a 100% do imposto. Essas empresas são também creditadas no ICMS. São desoneradas no IPI e creditadas no ICMS. Estima-se que apenas no Rio Grande do Sul se perde aproximadamente 14,5%, quase 15%, da arrecadação total do ICMS, com esses créditos, todos os anos — explicou a senadora.

 


Por: Agência Senado e Assessoria de Imprensa - 04/07/2018