CRE aprova protocolo para eliminar comércio ilícito de produtos do tabaco


CRE aprova protocolo para eliminar comércio ilícito de produtos do tabacoCRE aprova protocolo para eliminar comércio ilícito de produtos do tabaco

Estima-se que o comércio ilícito de tabaco representa 10% do mercado mundial de cigarros. No Brasil, esse índice é de 30%. Para barrar o crescimento do contrabando, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado aprovou o Protocolo para Eliminar o Comércio Ilícito de Produtos de Tabaco, celebrado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em novembro de 2012. De acordo com a senadora Ana Amélia (Progressistas-RS), relatora ad-hoc do projeto na CRE, o mercado ilegal de cigarros, além dos efeitos adversos causados aos consumidores, representa uma ameaça à ordem econômica e social.

 

— No Rio Grande do Sul, 85% do tabaco produzido é destinado à exportação e o contrabando afeta diretamente os produtores. A maior parte deles é de pequenos agricultores. O mercado ilegal também é uma ameaça para arrecadação dos municípios, como Venâncio Aires, onde 70% da arrecadação advém da fumicultura — ponderou.

Para o protocolo internacional tornar-se juridicamente válido, pelo menos 40 dos 180 países membros da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT/OMS) precisam aderir ao acordo. Até o momento, 34 países assinaram o documento. O Projeto de Decreto Legislativo 214/2017 será analisado agora pelo Plenário do Senado.

O país que adere ao Protocolo assume o compromisso de adotar medidas visando eliminar todas as formas de comércio ilícito de produtos de tabaco, como por exemplo o contrabando de cigarros. Pelo acordo a nação deve conduzir políticas visando controlar a cadeia de suprimentos desta rede de tráfico, incluindo produção, distribuição e comercialização. O país deverá ainda cooperar internacionalmente neste combate, o que abrangerá intercâmbio de informações, assistência jurídica e administrativa e a extradição de criminosos.

Segundo dados da Associação dos Fumilcutores do Brasil (Afubra), a cadeia produtiva do setor gera 657 mil empregos diretos no campo e 1,4 milhão indiretos, gerando R$ 13,4 bilhões em tributos por ano.

 

CRE aprova protocolo para eliminar comércio ilícito de produtos do tabaco

 


Por: Assessoria de Imprensa - 30/11/2017