Declaração de ministro festejando "expulsão" de mineradores do mercado de trabalho no RS é criticada


Declaração de ministro

 

Ao apoiar a Medida Provisória (MP) 791, na tribuna, nesta terça-feira (28), a senadora Ana Amélia (Progressistas-RS) criticou a declaração do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, durante a Conferência do Clima, a COP 23, que ocorreu em Bonn, na Alemanha, há cerca de duas semanas, classificando como positivo e feito importante da sua gestão o fechamento de usina de carvão em Candiota, no Rio Grande do Sul.

— Como gaúcha, fiquei abismada em ver uma autoridade festejar a expulsão dos trabalhadores do mercado de trabalho na área da mineração do carvão mineral — disse a parlamentar, ao citar que centenas de postos de emprego na usina e outras vagas em setores envolvidos, como no transporte desses trabalhadores, foram perdidos, além do problema econômico e social gerado para a região Carbonífera por conta da medida. Ana Amélia destacou que as usinas térmicas foram responsáveis por evitar que tivéssemos um apagão energético recentemente.

A senadora lembrou que no RS existem áreas com potencial para exploração de energia térmica, além de agregados para construção – cascalho, basalto, calcário, granitos para brita –, água mineral, calcário para agricultura e para cimento, areia para construção civil, ametista, ágata, calcedônia, pedras talhadas, arenitos, basaltos e granitos talhados para uso como pedras de alicerce, calçamento e também revestimento de fachadas, saibro, caulim e argilas refratárias e argila comum.

 


Por: Agência Senado e Assessoria de Imprensa - 28/11/2017