
Diferença de custos de produção no Mercosul é tema de debate na Câmara dos Deputados
A disparidade entre os valores para produzir no Brasil e em países vizinhos que integram o Mercosul foi o tema principal de audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (21), em Brasília. A senadora Ana Amélia (Progressistas-RS) foi representada pelo chefe de gabinete, Marco Aurélio Ferreira.
Para tentar encontrar soluções à esse grave problema que afeta toda cadeia, ficou definida na audiência a criação de um grupo de trabalho que discutirá essas assimetrias. Formam a comissão a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) e Federação das Cooperativas de Arroz do Rio Grande do Sul (Fearroz). Participam também os ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento, Comércio e Serviços, da Fazenda, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Os representantes do governo federal reconheceram os problemas da cadeia produtiva. O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros (Federarroz), Henrique Dornelles, lembrou da eficiência e produtividade do setor no Rio Grande do Sul, mas que vem sendo comprometida pelos altos custos de produção, que nos últimos cinco anos dobraram, se considerado apenas o custo variável.
O coordenador da Comissão do Arroz da Farsul, Francisco Schardong, destacou o trabalho da entidade em pesquisar sobre as diferenças nos custos do Brasil em relação à Argentina e ao Uruguai, 51% e 24%, respectivamente, menores do que os registrados no Brasil. O dirigente questionou a burocracia brasileira especialmente na aquisição de produtos oriundos de outros países. “Argentina, Uruguai e Paraguai não estão errados. Os países do Mercosul estão certos. Nós compramos produtos lá e trouxemos para cá nos trâmites legais e isso levou 90 dias para trazer um defensivo. Não adianta mudar a regra do jogo se a burocracia brasileira não ceder”, pontuou

Por: Agência Senado e Assessoria de Imprensa - 21/11/2017
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