Relatório da MP do Cartão Reforma será votado na próxima semana


Relatório da MP do Cartão Reforma será votado na próxima semana  Relatório da MP do Cartão Reforma será votado na próxima semana

O relatório da Medida Provisória 751, que cria o Cartão Reforma, foi lido na comissão mista na tarde desta quarta-feira (8) pela senadora Ana Amélia (PP-RS). A votação ocorrerá na próxima quarta-feira (15).

 

A finalidade do programa social é a concessão de subvenção econômica para aquisição de materiais de construção destinados à reforma, ampliação ou conclusão de moradias. Ana Amélia acatou um pedido das Companhias de Habitação (Cohabs) para ampliar a renda familiar dos beneficiários do programa. O novo teto será de até R$ 2.811,00.

 

— A solicitação das Cohabs garante a participação de famílias de regiões metropolitanas. 55,3% dos domicílios brasileiros se encaixam nessa faixa de renda. O Cartão Reforma seguirá critérios na seleção dos beneficiados, o mais importante será a menor renda.  Também terão prioridade mulheres chefes de família, deficientes e idosos — explica a senadora gaúcha.

 

Apresentado no Dia Internacional da Mulher, o relatório traz como novidade o poder de decisão das mulheres chefes de família na definição do que será feito na moradia: fossa sanitária, piso, pintura, reforma no banheiro ou outros serviços. Para a relatora, o Cartão Reforma pode ajudar a reduzir o déficit habitacional qualitativo — avaliou.

 

— As obras financiadas pelo Cartão Reforma irão promover saúde e melhorar a qualidade de vida das pessoas, com reflexos positivos, inclusive, na educação. O programa social também aquecerá a economia e ajudará a criar empregos 

 

Incialmente serão atendidas cerca de 100 mil famílias. Elas receberão, em média, R$ 5 mil em matérias de construção. A subvenção econômica será repassada diretamente às lojas de material de construção credenciadas. O programa será operado pela Caixa econômica Federal e instituições financeiras oficias, como os bancos estaduais.

 

O Ministério das Cidades manterá o controle gerencial das ações do programa. A senadora Ana Amélia apontou que a MP estabelece medidas de controle externo do programa e sanções para coibir irregularidades.

 

— Por não repassar o dinheiro diretamente ao usuário, foram criadas regras para selecionar as lojas e garantir a qualidade dos materiais. Além disso, incluímos os Conselhos Municipais de Habitação, formados por membros da sociedade, no planejamento, avaliação e fiscalização da política pública — disse.

 

Emendas

A relatora informou que foram apresentadas 42 emendas, das quais ela acatou 16 de forma total ou parcial. Também por emenda, ficou estabelecido o prazo máximo de 12 meses para uso, por parte do beneficiário, do recurso liberado. A subvenção poderá ser concedida mais de uma vez por grupo familiar e por imóvel, desde que não ultrapasse o valor máximo estipulado.

 

O cartão também poderá ser empregado na aquisição de materiais de construção destinados a promover a acessibilidade nos imóveis em que residirem pessoas com deficiência.

 

Outra emenda estabelece que pelo menos 10% dos recursos do programa serão aplicados em residências localizadas na área rural. A senadora ainda aceitou a sugestão que estabelece que estados, Distrito Federal, municípios e instituições privadas poderão complementar o programa, conforme regulamentação do governo.

 

Como a MP foi alterada na comissão mista, a matéria seguirá para o Plenário da Câmara dos Deputados em forma de Projeto de Lei de Conversão (PLV), caso aprovada na próxima semana. Depois de aprovada na Câmara, o texto será remetido para o Senado. Como o prazo inicial da matéria havia se esgotado, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, com a prerrogativa de presidente do Congresso, prorrogou em 14 de fevereiro a validade do texto por mais 60 dias.

 


Por: Agência Senado e Assessoria de Imprensa - 08/03/2017