Comissão mista aprova MP do Ensino Médio com poucas alterações no relatório final


Comissão mista aprova MP do Ensino Médio com poucas alterações no relatório finalComissão mista aprova MP do Ensino Médio com poucas alterações no relatório final

 

 

Depois de aproximadamente três horas de discussão, a comissão mista destinada a examinar a Medida Provisória (MP) 746/2016 aprovou nesta quarta-feira (30), por 16 votos a cinco, o projeto que altera a estrutura do ensino médio.

Durante o debate, senadores e deputados discutiram pontos específicos do texto. Entre eles, a regulamentação do ensino noturno, do ensino a distância e a inclusão dos profissionais com notório saber na lista dos que podem atuar na formação técnica e profissional.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) utilizou dados do desempenho de alunos do Ensino Médio em disciplinas fundamentais com português e matemática para ilustrar a necessidade de uma reforma no ensino.

— É importante lembrar também que em matérias essenciais para o aprendizado, como português e matemática, nossos índices são os mesmos de 1997. Isso é algo grave! Quando se fala que foi feito grande investimento em educação eu pergunto: qual foi o resultado desses investimentos? —questionou. 

A MP 746/2016 institui a Política de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral. A matéria estabelece, por exemplo, que a carga horária mínima anual do ensino médio deverá ser gradualmente ampliada das atuais 800 horas para 1.400 horas nos próximos cinco anos.

A proposta amplia para 60% a carga horária do ensino médio destinada às disciplinas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O currículo do ensino médio será composto pela BNCC e por itinerários formativos específicos definidos em cada sistema de ensino e com ênfase nas áreas de linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional.

A MP prevê autonomia aos sistemas de ensino para definir a organização das áreas de conhecimento, as competências, habilidades e expectativas de aprendizagem definidas na BNCC.

O texto determina que o ensino de língua portuguesa e matemática será obrigatório nos três anos do ensino médio e garante o retorno do ensino de artes e da educação física.

O senador Pedro Chaves (PSC-MS), relator da matéria, voltou atrás em pontos incluídos em seu relatório anterior, como a obrigação de o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) arcar com a merenda escolar e o transporte do ensino integral. Ele explicou que acatou algumas sugestões finais de parlamentares na véspera da votação, mas que elas não modificam o conteúdo da proposta.

O senador Romero Jucá (PMDB-RR) defendeu o relatório, afirmando que eventuais ajustes poderão ser feitos durante a votação nos plenários da Câmara e do Senado.

— A escola hoje é uma escola chata, que perde tempo. A escola hoje é uma escola que não atrai, que joga o menino na rua. Então eu quero aqui hipotecar o meu apoio ao relatório do senador Pedro Chaves. Nós nunca teremos o projeto perfeito  destacou.

Para custear a implementação do ensino técnico, o texto prevê que os estados ficarão autorizados a utilizar recursos federais do Fundeb

O texto segue agora para análise do Plenário da Câmara dos Deputados.

 

 

 

Comissão mista aprova MP do Ensino Médio com poucas alterações no relatório final

 


Por: Agência Senado e Assessoria de Imprensa - 30/11/2016