Ana Amélia critica imunidade concedida a donos da JBS


Ana Amélia critica acordo de delação que prevê imunidade para o dono da JBSAna Amélia critica acordo de delação que prevê imunidade para o dono da JBS

A senadora Ana Amélia (PP-RS) criticou a imunidade concedida aos irmãos Joesley e Wesley Batista. Os donos da JBS delataram um esquema de corrupção envolvendo parlamentares e o presidente da República, Michel Temer. O acordo fechado prevê que os executivos não serão denunciados criminalmente pelo Ministério Público Federal. Ou seja, não correm o risco de serem presos, nem de usar tornozeleira eletrônica, como executivos de outras empresas envolvidas na Lava Jato.

Na véspera da divulgação do conteúdo da delação de Joesley Batista, que já estava em seu apartamento em Nova York, foi ordenada compra de dólares e a venda de ações da companhia, a maior processadora de proteína animal do mundo. Para Ana Amélia, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) precisa responder sobre operações que beneficiaram o empresário.

— Foi concedida ao delator uma imunidade. A população se pergunta: Mas como? Então, o crime compensa. Ele vendeu ações e comprou dólares. Ganhou nas duas pontas, porque teve a informação privilegiada. Ele era o agente da especulação. Ele manipulou a informação no mercado, em seu próprio benefício. A CVM precisa dar uma resposta rápida ao País — afirmou.

Ana Amélia mencionou ainda o rápido crescimento da empresa. Em 2003, o faturamento do grupo liderado pelos irmãos Joesley e Wesley Batista saltou de R$ 1,9 bilhão para 170,4 bilhões em 2016. O crescimento de 8900% ocorreu nos 13 anos do governo petista, com Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

— O próprio Joesley disse que entregou US$ 80 milhões para Dilma Rousseff e US$ 70 milhões para Lula numa conta particular no exterior. Ninguém é santo nesta jogada. Por que não rastrear também esse dinheiro que foi colocado nas contas dos dois ex-presidentes? Basta um simples olhar dos órgãos fiscalizadores do Banco Central, para rastrear o caminho desse dinheiro — cobrou.

 


Por: Agência Senado e Assessoria de Imprensa - 22/05/2017