
O ministro da Justiça, Osmar Serraglio, anunciou durante audiência com a presença de representantes da cadeia produtiva do tabaco e da senadora Ana Amélia (PP-RS), nesta quinta feira (18), em Brasília, a criação de comitê nacional de combate ao contrabando.
— Vamos designar alguém do Ministério para ter esse contato direto com os representantes da cadeia produtiva do tabaco com o intuito de cruzarmos informações junto à Polícia Federal, à Polícia Rodoviária Federal, a Secretaria da Receita Federal, realizando uma integração das informações e do uso da inteligência para que resulte em algo mais concreto. Com todo o aparato que nós temos, precisamos fazer essa integração para que disso resulte algum meio ou instrumento, porque é muito expressivo que mais de 30% dos cigarros consumidos no País sejam ilegais — disse Serraglio.
Atualmente, de cada três cigarros consumidos no país, um é contrabandeado. Para por fim a esta realidade, prefeitos dos municípios produtores de tabaco do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Bahia, além de líderes de entidades como o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), a Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) e deputados participaram de audiências nesta semana em Brasília. Liderada pela senadora Ana Amélia e pela Amprotabaco, a mobilização busca por medidas mais enérgicas por parte do governo federal. Além de Serraglio, o ministro interino da Agricultura, Eumar Novaki, recebeu o grupo na terça (16).
Na audiência com Novaki, conduzida pela senadora Ana Amélia, a Amprotabaco entregou uma carta destacando o efeito do mercado ilegal sobre toda a sociedade brasileira.

O documento contempla números da evasão fiscal, menciona os riscos à saúde dos consumidores e alerta para o fato de que o contrabando financia atividades criminosas, como tráfico de drogas e armas. A parlamentar gaúcha ressaltou que o contrabando afeta os agricultores e a economia dos municípios.
— Em alguns municípios, como Venâncio Aires, 50% da economia vem da produção do tabaco. O impacto do mercado ilegal é alto nessas economias, sobretudo em momentos de crise econômica. Precisamos de ações efetivas para proteger a economia desses municípios — disse.

Por: Agência Senado e Assessoria de Imprensa - 18/05/2017
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