
Sindicato apresenta estudo sobre impacto da correção das tabelas do Imposto de Renda na economia
Um estudo inédito realizado pelo Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis do Rio Grande do Sul (Sescon-RS) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) revela que, dos R$ 97 bilhões arrecadados pelo Imposto de Renda em 2014, R$ 37,8 bilhões originaram-se da não aplicação de correção real na tabela do tributo. O estudo foi entregue pelo presidente do Sescon-RS, Diogo Chamun, à senadora Ana Amélia (PP-RS).
A parlamentar gaúcha é autora do Projeto de Lei do Senado (PLS) 2/2014, que propõe o reajuste da tabela anualmente com base na inflação. O último ajuste foi há 20 anos. O Sescon-RS apoia o PLS 2/2014. De acordo com Chamun, a correção da tabela do Imposto de Renda retido na fonte traria impactos na economia nacional e no orçamento familiar.
— Caso a correção da tabela fosse aplicada desde 1996, dos 16 milhões de contribuintes que pagaram Imposto de Renda, em 2014, apenas 7,8 milhões seriam contribuintes de fato. O valor do consumo médio das famílias brasileiras teria crescido 1,1%. Na prática, sem o ajuste na tabela, o que ocorre é o aumento da carga tributária e a perda do poder de compra do brasileiro — disse.
No ambiente macroeconômico, segundo o estudo, a correção da Tabela do Imposto de Renda retido na fonte, em um ano, eleva o PIB brasileiro em 0,2%. A longo prazo, pode gerar ganhos anuais de 0,44% na atividade econômica brasileira. Para o mercado de trabalho, a projeção seria de 240 mil empregos anuais gerados
— A correção da tabela de Imposto de Renda retido na fonte pela inflação acabaria com a defasagem acumulada nos últimos 20 anos ocorrida, evitando o aumento da já excessiva carga tributária. Isso seria justiça social aos trabalhadores — diz Ana Amélia.
O PLS 2/2014 está na Secretaria Legislativa do Senado e aguarda votação de requerimentos.
Por: Assessoria de Imprensa - 30/03/2017
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